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O Amor, o Vaso e a Vaidade

O  amor, esse verbo tão conjugado nas músicas, nos púlpitos, nos stories e nos sermões de domingo, anda meio prostituído — não no sentido de que foi violentado, mas no sentido de que se vende fácil por aplausos, curtidas e aprovação moral instantânea. Vivemos dizendo que sabemos amar, como se amar fosse simplesmente não matar, não estuprar ou dar bom dia no elevador. Confundimos afeto com gentileza, fidelidade com presença, altruísmo com marketing de si mesmo. Pais dizem que batem por amor, e filhos crescem confundindo dor com cuidado. Cônjuges traem em nome de um amor mais sincero, mais livre, mais “eu mesmo”, como se amar fosse um direito que se encaixa no nosso conforto emocional. Quando não tem mais paixão, chamamos de evolução; quando fere, chamamos de aprendizado; quando somos nós os errados, chamamos de complexidade humana. E o amor? Ele que se dane. Fazemos o bem e logo depois fazemos questão de anunciar: “olha como sou bom, olha como sou justo, veja minha luz brilhar diant...

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